Sono dos Deuses
Era manhã.
O trem estava cheio.
Sua partida atrasada.
Eis que no meio da confusão,
surge uma moça com
sua pequenina filha nos braços,
incrivelmente tranquila.
Virada para janela,
admirava a paisagem cinzenta.
Seus pequenos olhos
contemplaram os meus.
Mas a força de seu sono
a venceu e seus olhos
abertos não conseguiram ficar.
Até que adormeceu
serena e em paz como
se estivesse num lugar
florido, ensolarado e aconchegante.
Até que a viagem acabou
e a menina foi para
os braços de seu pai.
Comentários
Ter as minhas atenções ao que importa ao que me chama atenção, e se por uma acaso eu for interrompido, ou até mesmo impedido de olhar e seguir a adiante, que eu simplesmente não fique perdido, focado ao que não mais me pertence, que eu consiga abstrair, refletir e encontre novas metas, novos caminhos.