Teletrabalho


Estava sempre acostumada a chamar de Homeoffice. Até chegar por e-mail o documento da firma pedido para eu assinar o compromisso de teletrabalho. 
Era um novo mundo. Que sempre sonhei! Mas nunca imaginei que até uma empresa pública adoraria. 
Eis que veio um vírus com nome de coroa. Achamos que seu reinado duraria uma semana. E lá se vão mais de 100 dias. 
Em casa. Confinada. 
O que mais queria, ficar quietinha. Tornou-se rotina. Trabalhar de casa. Ficar com mãe e irmão o tempo todo, todos os dias. 
Alguns dias se misturaram. Acabou Big brother e já não sabíamos quando era terça e quando era quinta. Nunca imaginei que eliminação e prova do líder nos ajudariam a saber os dias da semana. 
Mas o grande irmão acabou e a quarentena nem 40 dias tinha mais. 
No início até tomei banho de chuva na varanda. Aquela vontade repentina de sair. Mas foi só um dia. Nos outros me senti melhor que pensei. 
Até que chegou o dia 113. 
Dia em que tive que ir na firma pegar as minhas coisas pois quando tudo isso passar teremos um novo endereço de trabalho. 
Na ida para o trabalho me senti na selva. Vendo tudo pela janela do carro. Parecia vida normal. Até ver vários de máscara. Inclusive eu de máscara.  
Que agonia. Ficar de 5 horas com essa máscara é um horror. Ainda mais para quem tem rinite como eu. 
Colocar todos os 4 anos de trabalho em 2 malas foi cansativo e eu só queria fazer o mais rápido possível.  
Eis que a volta me fez amar ainda mais a quarentena: 1h40 de engarrafamento!! 
Isso porque tive o privilégio de ter um irmão que pode me levar para essa saga. 
Agradeço todos os dias por estar em casa, com a família, trabalhando e ter testado negativo para a COVID-19. 

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