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Mostrando postagens de janeiro, 2025

Sobre realizar seus sonhos

  Minha mãe sempre teve o sonho de fazer uma tatuagem.   Pode parecer algo simples hoje em dia. Mas para quem nasceu em 1947, não era não.  Ela sempre foi a que fazia as coisas diferentes: foi a única de suas irmãs que aprendeu a dirigir e que até hoje tem sua CNH em dia e dirige.  Infelizmente não teve a oportunidade de concluir os estudos. Mas adora pegar receitas no Pinterest e TikTok, ler no seu Kindle, ver a missa no iPad e ouvir música na Alexa ou na JBL dela.  Mas a tatuagem nunca tinha vindo.  Não até esta semana.  Finalmente fez sua tão sonhada cruz pequena no braço.  Como fiquei orgulhosa dela.  Tão bom estamos vivos e curtindo as pequenas felicidades da vida.  Nada grandioso além do fato de estarmos vivos.  

Quando entrar na internet era um evento

 Há 20 anos não era um fardo estar online como hoje. Era divertido. A gente se programava, agendava. No início, só um amigo, o abastardo, tinha acesso aos primeiros provedores pagos de internet, antes do surgimento do cachorrinho fofo da iG. Sala de bate-papo da Uol, o site Charges do Mauricio Ricardo que demorava a carregar os primeiros vídeos, os primeiros blogs. E aí veio a primeira rede de Fotos: o Fotolog. Mas nada de carrossel de fotos, reels e stories: só podíamos colocar uma foto por dia e só permitia 10 comentários diários. Era lindo, mostrava as nossas fotos anteriores do lado esquerdo, a dos nossos amigos do lado direito e a nossa atual no centro. Tinha esse nome de Fotolog porque realmente as pessoas postavam uma foto legal, e postavam um texto no estilo blog abaixo dela. Mas não se impressione com foto legal. Não existia câmera digital para todos nos primeiros anos dos anos 2000: ou escaneávamos as fotos que tirávamos das câmeras analógicas, também através de um amigo ...

Ressignificando Rita Lee

 “Nunca deixe uma história ruim estragar uma música boa” - Pablo Vittar Esta frase da Pablo Vittar me lembrou algo do meu passado que sempre me deixou triste. Eu, que gostava de Rita Lee, passei a detestar. Não podia nem ouvir que me dava nos nervos. Tudo isso porque uma “amiga”, que ficou com meu primeiro namorado, adorava Rita Lee também. Ela levou tudo que eu mais gostava, inclusive a música. Dez anos, se passaram e eu tive que cantar Rita Lee no coral da empresa e meus ouvidos voltaram a aceitar aquelas letras com outro significado. Não com a dor que eu sentia antes devido a traição dupla, e sim pela energia boa que cantar em coro trazia. Descobri que, assim como eu, Rita Lee sofria com problemas mentais e me identifiquei ainda mais. Recriando uma história minha. E não a que tinham me roubado. Quando colocaram a versão de Rita Lee com Milton Nascimento na trilha de Mania de Você, fiquei fascinada. E percebi que nunca tinha visto ou ouvido o show Acústico MTV de 1998. Era uma ép...

Saldo de 2024: Renascimento

Depois de 2023 de depressão e da perda do prazer das coisas de que tanto gostava, em agosto de 2024 renasci!  Não sei se foi por ser mês do meu aniversário acompanhado pelas olimpíadas mas minha motivação voltou.  Voltei a ter prazer nos hobbies que tanto amava e que tinha abandonado: como ouvir música, ler livros e acompanhar lançamentos de tecnologia.  De agosto até hoje, consegui o feito de ler 29 livros! Algo inimaginável para quem uma pessoa que só havia lido um livro no início de 2023.  Antes eu passava horas na foryou infinita no tiktok e no mais completo vazio que aquilo me trazia. Agora consegui reduzi drasticamente meu tempo nas redes sociais. Ainda não consegui largar totalmente este vício mas já fiz uma limpa em vários “influenciadores” de vida perfeita que só estão lá para nos desanimar.  Para 2025 eu desejo para mim e para todos muita paz, saúde e saúde mental neste mundo tão polarizado e repleto de bolhas.  Muita luz para todos!  Postado...